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publicado por heldertsantos | Sexta-feira, 25 Maio , 2007, 08:43
A taxa de pirataria de software em Portugal terá rondado os 53% em 2006, com perda de receitas de 112 milhões de euros, indicou esta quinta-feira Manuel Cerqueira, presidente da Assoft - Associação Portuguesa de Software.

O responsável da Assoft adiantou que estes números dizem apenas respeito a empresas, dado que entre os particulares a Assoft estima que a taxa de pirataria se situe entre os 90 e os 95%.

Em conferência de imprensa, Manuel Cerqueira afirmou que a nível mundial a taxa de pirataria foi de 35% e as receitas perdidas pelas empresas produtoras de software ascenderam a 31,66 mil milhões de euros, segundo um estudo da consultora de tecnologias IDC e da BSA - Business Software Alliance, uma associação internacional que reúne fabricantes de software.

O presidente da Assoft adiantou que em Portugal verificou-se uma estabilização da taxa de pirataria nos equipamentos importados e uma diminuição nos computadores montados localmente e destinados a empresas, que se terá reduzido 2 pontos percentuais.

Manuel Cerqueira sublinhou é preciso ter também em conta o software pirateado vendido através de Internet ou de venda por anúncios de jornais, por exemplo.

Adiantou que nos 102 países abrangidos no estudo IDC/BSA, o índice de pirataria baixou em 62 nações e aumentou em 13, ficando nesse estudo Portugal com uma taxa de pirataria de 43% (relativo apenas aos equipamentos de marcas internacionais), acima da média da União Europeia (36%).

No entanto, Portugal surge no estudo comparativamente melhor do que outros países da UE, como a Grécia (61% de índice de pirataria), Islândia (53%), Itália (515), Espanha (46%) ou França (455).

Manuel Cerqueira adiantou que nas grandes empresas instaladas em Portugal os níveis de pirataria são reduzidos ou inexistentes, observando que «o problema são principalmente as pequenas e médias empresas (PME), em particular nas micro e pequenas empresas», ainda que nas médias a situação também seja negativa.

Em países como Portugal «continuamos a assistir a condenações de tal modo irrelevantes que os utilizadores de software pirata rapidamente as ultrapassam nos seus custos operativos», disse o responsável.

«Estamos, contudo, a encaminharmo-nos para um grau de consciencialização de juízes e magistrados no sentido de prestarem o devido valor e atenção a este tipo de crimes», acrescentou.

Manuel Cerqueira adiantou que os níveis mais baixos de pirataria nas empresas encontram-se nos Estados Unidos (21%), Nova Zelândia (22%), Japão e Dinamarca (25%) e Áustria, Suíça e Suécia (26%), mas ultrapassa os 90% na Arménia, Moldávia, Azerbeijão e Zimbabué.

O relatório da IDC/BSA assinala que apesar de uma queda de 10 pontos percentuais em três anos, devido ao esforço governamental de utilização de software legítimo nos seus próprios departamentos e esforços crescentes de educação e aplicação da lei, o índice de software ilegal nas organizações chineses situou-se em 82% em 2006.

Na Rússia, onde a queda foi de sete pontos em três anos, o software ilegal apresentou no ano passado uma taxa de 80%, segundo a mesma fonte.

Para a BSA, continuam as dificuldades com a pirataria de software em mercados emergentes com o aumento do número de utilizadores de informática, o aumento do software pirateado disponível na Internet e as dificuldades de cumprimento da lei, em regiões geográficas por vezes muito grandes.

O relatório indica que a taxa de pirataria de software aumentou em duas regiões (Ásia/Pacífico e Médio Oriente/África) e baixou na Europa Central/Oriental, na América Latina e na Europa Ocieental.

O estudo da IDC/BSA mede o índice de pirataria estimando o total de novo software instalado num ano e comparando com o que foi vendido legalmente e ilegalmente, abrangendo sistemas operativos, pacotes de produtividade, base de dados, software aplicacional para empresas, jogos de computador e aplicações específicas, considerando como aplicações legais o software de código aberto, o freeware e o shareware.

O relatório só incide sobre software instalado em computadores pessoais, incluindo portáteis e ultra portáteis, não analisando as aplicações instaladas em servidores e noutras máquinas de maior porte e calcula o valor dos prejuízos em dólares constantes do ano anterior.

Fonte: Diário Digital

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